28 de fev de 2011

Profissionais Defedem codigo ambiental exclusivo para cidades.

Urbanista e geólogo defendem código ambiental exclusivo para cidades


Segundo os profissionais, a legislação inspirada na problemática rural é conceitual e estruturalmente equivocada para a gestão ambiental do espaço urbano. Confira artigo



As Tragédias Serranas, o Código Ambiental e o Espaço Urbano



Geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos

Urbanista Francisco Luiz Scagliusi
Os trágicos acontecimentos que abalaram a região serrana do Rio de Janeiro trouxeram novamente à tona a discussão sobre a reforma do Código Ambiental.

No caso específico das cidades, é indispensável que a necessária discussão que há por se fazer seja retirada do foco de tensão criado por polêmicas que têm origem na questão rural, não urbana. Aliás, já existe entre ambientalistas, urbanistas, geólogos, engenheiros geotécnicos, juristas e toda a gama de profissionais que lidam com a questão urbana um pleno consenso acerca da impropriedade da atual legislação ambiental reguladora das APPs - Áreas de Preservação Permanente, no que se refere à sua aplicação ao espaço urbano. É uma legislação inspirada na problemática rural, por decorrência, equivocada conceitual e estruturalmente para a gestão ambiental do tão singular espaço urbano.

É preciso que esse consenso se traduza na produção de uma legislação ambiental específica para as cidades e inspirada nessa complexa realidade ambiental e antrópica. Como um exemplo dessa especificidade, considere-se que as áreas florestadas no espaço urbano podem ser criadas deliberadamente e em qualquer tipo de terreno ou situação geográfica pela administração pública e pelos agentes privados, ou seja, não necessariamente teriam que ser resultado da manutenção de corpos florestais naturais originais.



Outra situação específica para o caso urbano: do ponto de vista de riscos geológicos e geotécnicos, como deslizamentos e processos erosivos, a área de topo das elevações topográficas são extremamente mais favoráveis do que as áreas de encostas para uma segura ocupação urbana. Essa qualidade geotécnica das áreas de topo de morro deve-se à formação de solos mais espessos e evoluídos, portanto, mais resistentes à erosão e à quase inexistência de esforços tangenciais decorrentes da ação da força de gravidade. Situação inversa ocorre com as encostas de alta declividade, instáveis por natureza e palco comum das recorrentes tragédias geotécnicas que têm vitimado milhares de brasileiros.



Esse aspecto geológico e geotécnico sugere que, dentro de um regramento ambiental da expansão urbana, possa-se evoluir na concordância em se liberar, sob condições, a ocupação dos topos de morro, aumentando-se as restrições para a ocupação das encostas.



No que se refere ao aumento de restrições para a ocupação de encostas na área urbana, veja-se que o atual Código Florestal (Artigo 2º, item e) e a Resolução Conama 303 (Artigo 3º, item VII) definem como APP - Área de Preservação Permanente somente as encostas com declividades superiores a 45º (100%). Os conhecimentos geológicos e geotécnicos mais recentes e abalizados indicam que, especialmente em regiões tropicais úmidas de relevo mais acidentado, há ocorrência natural de deslizamentos de terra já a partir de uma declividade de 30º (~57,5%). Por seu lado, a Lei Nº 6.766, de dezembro de 1979, conhecida como Lei Lehmann, que dispõe sobre o parcelamento do solo urbano no território nacional, em seu Artigo 3º, item III, proíbe a ocupação urbana de encostas com declividade igual ou superior a 30% (~16,5º), abrindo exceção para situações onde são atendidas exigências específicas das autoridades competentes.

Pois bem, a leitura geológica e geotécnica dessa questão sugere a providencial decisão de se reduzir de 45º para 22º o limite mínimo de declividade a partir do qual as áreas de encosta deveriam ser consideradas APPs. Imagine-se o ganho ambiental para as cidades brasileiras que decorreria de uma medida de tanta racionalidade como essa, ou seja, APPs florestadas em encostas já a partir de 22º, e não mais de 45º

Os exemplos explicitados respaldam a imperativa necessidade de produção de uma legislação ambiental especificamente voltada à realidade urbana brasileira. Uma legislação que tendo em conta e respeitando as dinâmicas próprias do espaço urbano seja capaz de contemplar e assegurar os atributos ambientais indispensáveis à qualidade de vida dos cidadãos. Que se realize esse bom debate em clima de soma e entendimento.


Álvaro Rodrigues dos Santos é geólogo formado pela Universidade de São Paulo, ex-diretor de Planejamento e Gestão e da Divisão de Geologia do IPT, autor dos livros "Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática", "A Grande Barreira da Serra do Mar", "Cubatão" e "Diálogos Geológicos", e consultor em Geologia de Engenharia, Geotecnia e Meio Ambiente.


Francisco Luiz Scagliusi é arquiteto e urbanista formado pela Universidade Mackenzie e doutorando pela Universidade de São Paulo em Estruturas Ambientais Urbanas, ex-diretor da Divisão de Projetos e Obras da Sehab (Secretaria de HabitaçãoEHAB; autor de projetos de urbanização e recuperação urbana, e consultor em legislação urbana e ambiental.


fonte ABAS

19 de fev de 2011

Na onda verde!!! São Paulo elege seu mascote silvestre e discute diretrizes para projetos ambientais orientados pela SVMA... A População deve entender e participar...

ANIMAL SILVESTRE SÍMBOLO DE SÃO PAULO É REVELADO

A cidade de São Paulo já tem seu animal silvestre símbolo: a onça suçuarana (Puma concolor capricorniensis), também conhecida como onça parda. Ela foi escolhida por 16.689 votos, em um total de 84.140.

De junho a setembro de 2010 os paulistanos participaram da votação online e ajudaram a escolher o animal silvestre símbolo. Os concorrentes, 15 candidatos (escolhidos por técnicos da Divisão de Fauna com a colaboração de professores e pesquisadores do Museu de Zoologia/USP, do Instituto de Biociências/USP, do Instituto Butantã e das ONGs Save-Brasil e Centro de Estudos Ornitológicos), começaram com uma disputa concentrada entre aves, mas a Suçuarana ocupava, semana a semana, a quarta posição. Nas últimas quatro semanas de votação ela começou a subir no ranking e abocanhou a eleição.

VOTOS TOTAIS POR CANDIDATO
CANDIDATO TOTAL DE VOTOS

Papa-vento (Enyalius inheringii) 1448

Rã-de-vidro (Vitreorana uranoscopa) 1850

Perereca-flautinha (Aplastodiscus albosignatus) 2239

Bugio (Alouatta clamitans) 2658

Caracará (Caracara plancus) 2694

Saruê (Didelphis aurita) 2798

Caxinguelê (Guerlinguetus ingrami) 2873

Pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus) 3169

Tico-tico (Zonotrichia capensis) 3292

Beija-flor-tesourão (Eupetomena macroura) 3558

Periquito-rico (Brotogeris tirica) 6793

João-de-barro (Furnarius rufus) 7962

Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) 12559


Bentevi (Pitangus sulphuratus) 13558

Suçuarana (Puma concolor capricorniensis) 16689

TOTAL DE VOTOS 84140

A onça parda é o maior felino registrado atualmente em São Paulo e o segundo maior do Brasil. Foi encontrada em duas áreas da zona sul: Fazenda Capivari e Parque Estadual da Serra do Mar/Núcleo Curucutu. Trata-se do felino com maior distribuição no continente americano, ocorrendo do Norte do Canadá ao Sul da Argentina e Chile (Terra do Fogo). No Brasil, ocupa todos os tipos de biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Campos Sulinos. Possui grande capacidade de adaptação aos diferentes ambientes e climas.



A suçuarana mede entre 86 cm e 154 cm de cabeça e corpo, e a cauda mede 63cm a 96 cm. Seu peso varia de 29kg a 120 kg, sendo os machos maiores do que as fêmeas. Possui coloração uniforme parda. Tem hábitos solitários, terrestres e noturnos. Alimenta-se principalmente de mamíferos de médio porte, como quatis, catetos, tatus e capivaras, e pode consumir também vertebrados de pequeno porte. Nas áreas rurais, aproxima-se de habitações humanas e alimenta-se de animais de criação. Essa proximidade faz com que seja alvo de perseguição e contribui para a redução de sua população. A espécie é considerada vulnerável no Estado de São Paulo.

As ações e projetos da Prefeitura de São Paulo voltadas à proteção da biodiversidade serão identificadas com a figura estilizada da onça parda, que será também utilizada em atividades de educação ambiental. Foi também desenvolvido um personagem, a Suçu, para trabalhar a questão da biodiversidade junto às escolas.


FAUNA SILVESTRE OBSERVADA PELA DIVISÃO DE FAUNA EM 2010 REGISTRA 700 ESPÉCIES

A listagem é ponto de partida para a elaboração de planos de manejo e de conservação de áreas verdes, sendo importante ferramenta para o monitoramento ambiental. O Inventariamento Faunístico em Áreas Verdes do Município de São Paulo é realizado pela Divisão de Fauna da Secretaria desde 1993.
Dentre os novos registros estão aves florestais com habitat restrito (furnarídeos, tamnofilídeos, tiranídeos e traupídeos), aves de ambientes aquáticos e brejos (saracuras, maçaricos, patos silvestres e o flamingo-chileno), e uma espécie de campo e áreas abertas, o inhambu-chororó. Entre as espécies ameaçadas de extinção destacamos o apuim-de-costas-pretas Touit melanonotus, a sabiá-cica Triclaria malachitacea, a maria-leque Onychorhynchus swainsoni, o pixoxó Sporophila frontalis e a cigarra-verdadeira Sporophila falcirostris, espécies registradas na APA Capivari-Monos, uma das áreas municipais de maior importância para a conservação da ornitofauna paulistana.
As regiões estudadas englobam 81 áreas dentro do Município de São Paulo, incluindo as APAs Capivari-Monos e Bororé-Colônia, Parques Municipais e Estaduais, Parques Lineares e outras Áreas Verdes de interesse. Foram computadas 700 espécies, uma riqueza surpreendente para a cidade mais populosa da América do Sul, condição em que justamente o oposto é o mais esperado. As espécies estão distribuídas em três grupos de invertebrados e cinco grupos de vertebrados.
Dentre os invertebrados estão presentes 137 espécies. Os vertebrados estão representados por 563 espécies; 23 peixes, 45 anfíbios, 40 répteis, 372 aves e 83 mamíferos. Cento e vinte sete espécies de vertebrados são endêmicas da Mata Atlântica, ou seja, são encontrados somente neste bioma. Este número corresponde a 22% do total de vertebrados.
Considerando as espécies ameaçadas no Estado de São Paulo (Decreto Estadual n° 53.494 de 2008), 30 espécies da fauna da cidade estão ameaçadas de extinção, 22 estão quase ameaçadas e 13 apresentam dados insuficientes. Das 23 espécies de peixes, 17 (74%) são nativas e seis (26%) são espécies exóticas introduzidas no Brasil. No grupo dos anfíbios ocorrem 45 espécies, destas 27 (60%) são endêmicas da Mata Atlântica, e uma exótica introduzida.
Foram adicionadas 85 espécies novas ao grupo das aves, o mais estudado em São Paulo, totalizando 372 espécies no município. Destas, 24,5% são endêmicas da Mata Atlântica, 11% constam em algum nível de ameaça das listas estadual, nacional e global e três são exóticas.
Trinta espécies são rapinantes (gaviões, falcões e corujas), exímios predadores de topo da cadeia trófica, 19 são beija-flores e 25 são saíras e sanhaçus, que figuram entre as aves mais coloridas e belas do neotrópico. A família dos papa-moscas (tiranídeos) possui o maior número de representantes, com 51 espécies. Algumas aves são migratórias, visitantes dos hemisférios norte ou sul, como o falcão-peregrino, a águia-pescadora, os maçaricos (Tringa spp.) e o verão (Pyrocephalus rubinus).

Entre os mamíferos estão presentes 12 espécies de marsupiais, conhecidos popularmente como gambás e cuícas, uma preguiça, três tatus, cinco macacos nativos e dois introduzidos, 32 morcegos, quatro felinos, entre eles a onça-parda e a jaguatirica, um cachorro-do-mato, três espécies de mustelídeos (irara, furão e lontra), duas espécies de procionídeos, conhecidos como mão-pelada e quati, uma anta, um porco-do-mato, um veado, um coelho, um esquilo, dois ratos exóticos e seis silvestres, um ouriço, um preá, uma paca, uma capivara e um ratão-do-banhado. Dentre as novas espécies observadas, destacamos o primeiro registro para o município do muriqui-do-sul ou mono-carvoeiro, Brachyteles arachnoides, o maior e um dos mais ameaçados primatas das Américas, que empresta seu nome à APA Capivari-Monos. Este importante registro, juntamente com os do sagui-da-serra-escuro, Callithrix aurita, e o sauá, Callicebus nigrifrons, aumenta a relevância da APA Capivari-Monos como área para a conservação da biodiversidade.

SÃO PAULO E A BIODIVERSIDADE
A Prefeitura de São Paulo participa desde 2007 do projeto denominado Ação Local pela Sustentabilidade (LAB na sigla em inglês para Local Action for Biodiversity), projeto liderado pelo ICLEI (Governo Locais pela Sustentabilidade) Seção África do Sul, que tem por objetivo coordenar os esforços das cidades para a proteção da biodiversidade.
Dentre outras importantes atividades as cidades participantes prepararam seus respectivos Relatórios de Biodiversidade, com diagnóstico de situação e iniciativas desenvolvidas neste campo.
Por ocasião das Conferências da ONU para a biodiversidade em Curitiba, Bonn e Nagoya, foram organizadas conferências paralelas das cidades que contaram com ativa participação de São Paulo, ocasiões em que as experiências e programas da cidade foram apresentados e submetidos à apreciação das demais organizações presentes.
A 10a. Conferência de Biodiversidade da ONU reconheceu o esforço e a necessidade de participação ativa das cidades no plano mundial de proteção da biodiversidade, adotando resolução proposta pelo Encontro das Cidades pela Biodiversidade, que ocorreu em Nagoya no mês de outubro, simultaneamente à Conferência das Partes.
No momento está em desenvolvimento por SVMA a proposta de "Programa Municipal de Proteção da Biodiversidade", que será compartilhado em seguida com as demais secretarias e organizações interessadas no assunto.

A escolha do animal silvestre símbolo da cidade é parte das atividades promovidas em 2010, definido pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional da Biodiversidade.
A Secretaria do Verde lançou este ano a segunda edição do Guia dos Parques Municipais de São Paulo, contendo informações sobre estas áreas protegidas que abrigam nossa fauna silvestre. Foi realizada a quinta edição do Concurso de Fotografia Árvores da Cidade de São Paulo, realizado anualmente em parceria com a Secretaria do Verde e a Porto Seguro. As 100 melhores fotos selecionadas nos cinco anos de concurso foram transformadas no livro Árvores da Cidade de São Paulo: 100 fotos em cinco anos de concurso.

Também está sendo lançada hoje a cartilha Bugio na Mata – a natureza agradece, material educativo e de divulgação do projeto Manejo e Conservação do Bugio na Região Metropolitana de São Paulo: aprimorando o programa de reintrodução¸ trabalho da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
Em 2010 a Secretaria do Verde também promoveu a exposição A Cidade de São Paulo e o ano da Biodiversidade, retratando de forma ligeira, através de painéis fotográficos, as ações e projetos realizados pela Secretaria para preservar nossa biodiversidade. Foi criado em 2010 o selo Cidade de São Paulo no Ano da Biodiversidade.

A terceira edição do Seminário de Áreas Verdes, promovido pela Secretaria, teve como tema este ano Biodiversidade e Sustentabilidade: experiências, planos e ações. O objetivo do seminário é promover a troca de experiências entre os diversos agentes que atuam em ambientes naturais preservados ou implantados.


PROTEGENDO A BIODIVERSIDADE PAULISTANA
A Divisão de Fauna, localizada no Parque Ibirapuera, presta atendimento à fauna silvestre do Município de São Paulo e também da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O serviço foi criado oficialmente pela Lei No 11.426 de 18/10/93 (São Paulo, 1993), a mesma que criou a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) neste mesmo ano. Em 1996, sua estrutura foi ampliada com a implantação dos Centros de Triagem (CETAS) e de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), ambos no Parque Anhanguera — Lei No 12.055 de 09/05/1996 (São Paulo, 1996) —, regulamentada pelo decreto 37.653 de 25/09/98). Atualmente, a Divisão conta com 40 técnicos de nível superior (veterinários e biólogos), 20 servidores de apoio e 12 funcionários operacionais de empresa terceirizada (auxiliares de limpeza e tratadores).
As principais atribuições da Divisão de Fauna são: assistência médico-veterinária, clínica e cirúrgica, com suporte laboratorial; manejo dos animais do acervo municipal; vigilância ambiental e epidemiológica nos Parques Municipais; reabilitação da fauna com vistas à vida livre; destinação dos animais silvestres recebidos, para soltura ou cativeiro; levantamento faunístico em Parques Municipais e áreas verdes significativas (São Paulo, 1998), que subsidiam estudos sobre a biodiversidade; anilhamento da avifauna para monitoramento das solturas; gerenciamento de dados sobre a fauna recebida; produção de mapas georreferenciados; elaboração de pareceres para fins de EIA/RIMA, como no caso do Rodoanel Mário Covas, trechos Oeste e Sul; desenvolvimento de campanhas informativas; visitas técnicas monitoradas, cursos e publicações; atendimento e orientação sobre ocorrências com a fauna.

A Divisão recebe em média 250 animais silvestres por mês, com pico nos meses de setembro, outubro e novembro, quando o número de animais chega a dez por dia. Entre 1992 e 31 de outubro de 2010, foram cadastrados 41.827 animais silvestres, dos quais 17.542 foram soltos em áreas de procedência ou ocorrência, ou seja, cerca de 48% dos animais atendidos tiveram como destino a volta ao seu ambiente natural.

Entre os projetos em andamento, destacam-se o Projeto Manejo e Conservação de Bugio Alouatta guariba clamitans na Região Metropolitana de São Paulo: aprimorando o programa de reintrodução; Levantamento de Grandes e Médios Mamíferos no Parque Estadual da Serra do Mar - Núcleo Curucutu; Projeto de Monitoramento de Aves no Município de São Paulo e Região Metropolitana.
Em dezembro de 2009 a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente publicou a portaria de nº 154 com a finalidade de regulamentar as ações destinadas ao controle de espécies vegetais exóticas invasoras, que podem produzir danos à biodiversidade local. A portaria estabelece que qualquer interessado em erradicar espécies invasoras pode apresentar um plano de manejo, baseado em um estudo ambiental, demonstrando as etapas de controle e erradicação das espécies invasoras. Após a execução do plano, ocorre a recuperação ambiental da área impactada, visando restabelecer as funções ecossistêmicas naturais perdidas com a invasão.

O Programa de Arborização Municipal também tem priorizado a biodiversidade ao definir espécies predominantemente nativas nos plantios. O Programa tem ampliado o plantio nas diversas regiões da cidade. De 2005 a 2009 foram plantadas novas 767.532 novas árvores.


Criação de unidades de conservação

A Secretaria do Verde tem investido na transformação de grandes áreas de maciços vegetais em unidades de conservação de proteção integral. Já foram criados os parques naturais Cratera de Colônia (extremo-sul, dentro da Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos) e Fazenda do Carmo, na zona leste.

Outros quatro parques naturais estão em implantação na região sul, na área da APA Capivari-Monos, como compensação pela implantação do trecho sul do Rodoanel: Jaceguava, Bororé, Varginha e Itaim. Estão em processo de criação também o Parque Natural Nascentes do Aricanduva (2.500.000,00 m²), cuja área está em processo de aquisição, e o Parque Natural do Iguatemi (303.372 m²) cuja área é da CDHU, ambos na zona leste, além do Parque Nascentes do Ribeirão Colônia (676.143,46 m²) que fica em uma área comprada pela SABESP, localizado na região sul, e será gerida através de parceria das Secretarias Municipais do Verde e de Esportes.


Além disso, o Programa 100 Parques para São Paulo tem reservado áreas e implantado parques, entre tradicionais e lineares, proporcionando local para fauna e flora se desenvolverem de maneira protegida. Em 2005 havia 34 parques municipais e hoje já são 73, alguns destes em fase de contração de manutenção e segurança. Em 2012 serão 100 parques.

Na borda da Cantareira, zona norte, estão em desapropriação dez milhões de m² para implantação de novos parques. São parques lineares e tradicionais, com a finalidade de criar zonas de amortecimento e proteção do Parque Estadual da Serra da Cantareira.

As Áreas de Proteção Ambiental Capivari-Monos (criada em 2001) e Bororé-Colônia (criada em 2006) são um tipo de unidade de conservação em que as terras podem ser públicas ou privadas e não acontecem desapropriações para sua criação. São gerenciadas por Conselhos Gestores que têm como atribuição a proposição de programas, projetos, planos e ações que garantam a proteção de seus recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Sua criação já é um grande passo no sentido de promover a proteção dos recursos naturais em seu território. A Secretaria do Verde vem avançando no sentido de adquirir áreas em seus territórios para torná-las de proteção integral, garantindo o habitat para a fauna e a flora manterem sua biodiversidade.

16 de fev de 2011

MULTA VERDE _ GREEN TICKET exerça sua cidadania

MULTA VERDE _ GREEN TICKET exerça sua cidadania

A Multa verde ou Green Ticket  é uma Ação criada pelo GRUTA ( Grupo Universitário de Tecnólogos Ambientais) para mobilizar a população da zona norte de São Paulo no que diz respeito aos impactos ambientais urbanos gerados pela população dos sem noção.

Imprima sua copia, tire Xerox em papel verde e saia por ai exercendo a sua cidadania, aplicando multas nos infratores do meio ambiente.



15 de fev de 2011

TERCEIRA EDIÇÃO DA MEGARAMPA CONFIRMADA PARA JULHO


Maior evento de skate do País ocorre no Sambódromo do Anhembi com a presença das maiores feras do esporte

São Paulo (SP) - A terceira edição da Megarampa, maior evento de skate brasileiro, ocorre nos dias 01 a 03 de julho, no Sambódromo do Anhembi, na capital paulista. O anuncio foi feito nesta terça-feira depois de assinatura de convênio entre a Brasil1 Esporte, empresa que organiza a Megarampa, e a Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo. "É uma honra fazer parte desta festa, que eu considero um marco para o skate mundial. É uma das modalidades mais praticadas pela garotada e está cada vez mais presente no dia-a-dia das pessoas", ressalta Enio Ribeiro, diretor da Brasil1 Esporte.



A Megarampa brasileira é a única instalada no Hemisfério Sul. A pista tem mais de 100 metros de extensão e quase 30 metros de altura - equivalente a um prédio de nove andares. Para montar toda a estrutura no sambódromo do Anhembi, a Brasil1, responsável pela realização do evento, precisará de dez dias.



Por telefone, direto da Austrália, onde disputa uma competição neste final de semana, o skatista Bob Burnquist participou da reunião para confirmar a realização do evento. "Estou muito feliz com a volta deste show. Não vejo a hora de retornar a São Paulo e andar na pista outra vez", comemora Bob Burnquist, bicampeão do evento.



Mais de 20 mil pessoas assistiram a última edição nas arquibancadas em 2009. "A Megarampa tem a cara de São Paulo, uma cidade rápida, com estatura e disposta a enfrentar suas barreiras e conflitos. É um exemplo de inclusão para o Brasil e para o mundo, principalmente pelo envolvimento da juventude", destaca o secretário municipal de Esportes Walter Feldman. A maior cidade da América Latina tem mais de 100 pistas públicas de skate, segundo recente pesquisa.



O mercado brasileiro de produtos relacionados à modalidade perde apenas para o dos Estados Unidos. Por isso, o presidente da Confederação Brasileira de Skate, Marcelo Santos, aposta no sucesso do público, mais uma vez. "O skate é um estilo de vida que se comunica com o jovem, tem facilidade de penetração e pode ser classificado como instrumento de inclusão social. Unir tudo isso a uma rampa enorme é um fato espetacular", relata com orgulho Marcelo Santos.



O coordenador de esportes radicais da Prefeitura de São Paulo, Thiago Lobo, acredita também que a Megarampa é uma ferramenta para fomentar o skate como forma de inclusão social na cidade. "São Paulo é a capital brasileira de esportes radicais, apesar da geografia. A ideia é apoiar os profissionais e os skatistas amadores. Além disso, esse grande evento coloca a capital paulista em evidência no mundo todo", conclui Lobo.



A Megarampa tem supervisão técnica e apoio da Confederação Brasileira de Skate. O evento é uma realização da Brasil1 Esporte em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Secretaria Municipal de Esportes.





Fonte
Flávio Perez - Mtb.: 45562
zdl.com.br
ZDLcomunica

10 de fev de 2011

10 maravilhas geológicas que muita gente desconhece...

Deserto de sal, curiosas formações rochosas, uma nascente termal que expele

água periodicamente. Confira aqui 10 maravilhas geológicas nos mais diversos

lugares do mundo.

1 – PAMUKKALE (TURQUIA)



Na língua turca, Pamukkale significa Terra de Algodão. As rochas têm uma

aparência concêntrica e são quase puro branco, dando à paisagem um aspecto

etéreo. As águas termais provocam o derrame de carbono de cálcio, que se

solidifica e forma uma estranha e quase orgânica estrutura. Essa maravilha

geológica é um dos grandes destaques da Turquia, e também o local da antiga

cidade de Hierápolis.

2 – TORRES DE GELO DO MONTE EREBUS (ANTÁRTICA)



Erebus é um dos maiores vulcões ativos na Terra. Ele atinge cerca de quatro

quilômetros acima do nível do mar, e é conhecido pelo seu lago de lava

persistentemente ativo. Gases quentes viajam através das fissuras do vulcão,

transformando-se em gelo ao entrar em contato com as baixas temperaturas da

atmosfera. O resultado é um complexo sistema de cavernas de gelo por toda a

montanha.

3 – FLY GEYSER (NEVADA, ESTADOS UNIDOS)



Para quem não sabe, um géiser é uma nascente termal que entra em erupção de

tempos em tempos. Parece coisa de outro planeta ou de algum filme de ficção

científica, mas não é preciso ir tão longe: essa maravilha geológica está em

uma propriedade particular em Nevada, nos Estados Unidos, e por isso não é

tão conhecida. O local foi criado em 1916, quando os proprietários

perfuravam um poço e acidentalmente atingiram uma bolsa geotérmica,

resultando em um géiser.

4 – FORMAÇÃO ROCHOSA DE KASHA KATUWE (NOVO MÉXICO, ESTADOS UNIDOS)



As imponentes rochas têm formato de cone e são resultado de erupções

vulcânicas, entre seis e sete milhões de anos atrás. Embora sejam uniformes

em seu formato, as rochas variam em altura de alguns metros a 90 metros.

5 – VALE DA LUA (ARGENTINA)



Ischigualasto, que significa “o lugar onde você coloca a Lua”, é um vale

remoto, na Argentina. Ele está repleto de formações geológicas e incríveis

pedras e pedregulhos, tão arredondados que parecem enormes bolas de gude. A

terra já foi fértil, mas agora é árida e rica em fósseis, que atraem

paleontólogos de todo mundo.

6 – ACIDENTE GEOGRÁFICO DE DANXIA (CHINA)



Danxia significa nuvem rósea, e consiste em um relevo formado por arenitos

avermelhados, que sofreram erosão ao longo do tempo. O resultado é uma

paisagem constituída por montanhas e falésias curvilíneas, além de muitas

formações rochosas incomuns. Este fenômeno geológico singular pode ser visto

em vários lugares da China.

7 – POÇO ENCANTADO – CHAPADA DIAMANTINA (BRASIL)



Localizado na Bahia, o Poço Encantado faz parte do Parque Nacional da

Chapada da Diamantina. Esta gigantesca piscina está submersa a 120 metros de

profundidade, e a água é tão transparente que as rochas e antigos troncos de

árvore são visíveis no fundo.

8 – FLORESTA DE PEDRA (CHINA)



A Floresta de Pedra é um exemplo impressionante de topografia cárstica, um

tipo de relevo caracterizado pela corrosão das rochas. Suas pedras são

feitas de pedra calcária e parecem brotar da terra. A Floresta de Pedra é

conhecida desde a dinastia Ming como a Primeira Maravilha do Mundo.

9 – WULINGYAN, HUNAN (CHINA)



A região de Hunan é repleta de paisagens dramáticas, e Wulingyan é uma de

suas maiores atrações. Esta maravilha geológica é composta de mais de 3 mil

pedras de calcário, com belas cachoeiras e algumas das maiores grutas de

calcário da Ásia.

10 – SALAR DE UYUNI (BOLÍVIA)



O Salar de Uyuni é um dos ícones da Bolívia, um enorme deserto de sal no

meio do altiplano andino. É um deserto praticamente plano, que reflete a luz

do sol de forma a criar um espelho do céu. Estima-se que o local contenha

aproximadamente 10 bilhões de toneladas de sal, das quais cerca de 25 mil

toneladas sejam extraídas anualmente.

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9 de fev de 2011

Sai o relatório incompleto sobre áreas contaminadas na cidade de São Paulo

*Prefeitura faz relatório incompleto sobre áreas contaminadas na cidade*

Fonte *O Estado de S. Paulo
*Márcio Pinho



Obrigada por lei, a Prefeitura de São Paulo divulgou o primeiro relatório de

solo contaminado da cidade. O documento, publicado em janeiro no Diário

Oficial, traz 203 áreas. Mas deixa de fora informações obrigatórias sobre os

terrenos. Não diz, por exemplo, quais estão sob investigação e se há áreas

em processo de reabilitação ou já reabilitadas.



O solo contaminado representa risco à saúde. A lista deve ser atualizada a

cada três meses e serve como um guia sobre a condição de terrenos que

poderão receber empreendimentos. Para erguer um prédio, o construtor precisa

verificar se ele tem alta concentração de produtos tóxicos, como

combustíveis, metais e solventes. Em caso positivo, precisará

descontaminá-lo. O relatório também pode ser usado para compradores de

apartamento verificarem se a área do prédio já foi ou não poluída e se

passou por processo de descontaminação.



“Esse documento deveria ser um serviço à sociedade”, explica o vereador

Ítalo Cardoso (PT), autor da lei que criou a lista de áreas contaminadas.

“Infelizmente, ainda não saiu com todos os dados previstos.” A Secretaria do

Verde e do Meio Ambiente afirma que todas as áreas contaminadas da cidade

foram listadas e, na próxima atualização, vai adicionar detalhes.



Mooca. Bairros com vocação industrial no passado concentram as áreas com

alta concentração tóxica no solo. É o caso do distrito da Mooca, o campeão

com 18 áreas, onde o problema hoje trava o desenvolvimento imobiliário.

Depois, vêm dois distritos na zona sul – Campo Grande, com 17, e Santo

Amaro, 11. Também aparecem com destaque bairros da zona oeste, como Vila

Leopoldina, com 10, e Barra Funda, 7.



Esses bairros já se sobressaíam no relatório anual do governo do Estado,

divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que traz

um número de áreas contaminadas muito maior que o da lista da Prefeitura –

mais de 800 áreas na capital paulista.



A Prefeitura diz que os dados da Cetesb contemplam áreas cujas atividades

são licenciadas pelo órgão estadual, como postos de combustíveis e

indústrias em operação. Diz também que os dados da companhia serviram de

base ao relatório municipal, mas que a Prefeitura ainda coletou dados com

seu trabalho de fiscalização e análise de laudos enviados por proprietários.



A falta de informação acurada sobre a situação dos terrenos fica evidente

nos dados sobre uma área ícone da cidade em termos de contaminação: o

terreno de 97 mil metros quadrados na Rua Barão de Monte Santo, na Mooca,

ocupado pela Esso por mais de 50 anos.



Com tamanho equivalente a cerca de dez campos de futebol, a área recebeu

tratamento da empresa desde 2001, faltando agora apenas a liberação por

parte da Cetesb. A Secretaria do Verde diz que o gerenciamento da área

continua sendo da Cetesb, mas que acompanha o processo e incluiu a área na

lista municipal pelo interesse despertado pela população em criar um parque

no terreno. Já a Cosan Combustíveis e Lubrificantes, detentora da marca Esso

no Brasil, informa que tomou as medidas cabíveis para recuperar o terreno da

Mooca e “concluiu a remediação do local”. Para Cardoso, o número de áreas

contaminadas em São Paulo supera tanto o da Cetesb quanto o da Prefeitura.



Atraso. O decreto que regulamentou a lei sobre a lista municipal das áreas

contaminadas é de abril de 2010. Estipulava 180 dias para a publicação do

relatório, que, no entanto, só saiu há poucos dias. A Prefeitura afirma que

fez um levantamento criterioso e a divulgação ocorreu depois do prazo

previsto por causa da complexidade em centralizar os dados. A lista está no

http://www.facebook.com/l/d01d4zSpOq9SbD1D--2YyvCrwSg;www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/.

Colaborou Renato Machado

TRÊS PERGUNTAS PARA...



Nestor Yoshikawa, RESPONSÁVEL PELO LABORATÓRIO DE RESÍDUOS E ÁREAS

CONTAMINADAS DO IPT



1.Como um terreno contaminado pode afetar a saúde?



Pode afetar a saúde de três formas. Por meio do contato com a pele – por

exemplo, quando crianças brincam no terreno –, por inalação – quando esses

produtos são voláteis –, ou por ingestão. Quem usa a água do subsolo, por

exemplo, tem de ter cuidado. A pessoa pode fazer um poço, usar essa água

para regar algo no terreno e depois se alimentar disso. Pode estar ingerindo

produtos tóxicos.



2.É possível construir um empreendimento sobre uma área contaminada?



Segundo a legislação, você pode ocupar, construir, desde que chegue a um

padrão de risco adequado. Se o contaminante estiver em quantidade muito

pequena, não consegue afetar a saúde humana. Mas, a partir de uma certa

concentração, por um cálculo que se faz do risco tendo em vista inalação,

ingestão ou contato, estabelecem-se metas para remediar a área.



3.Quem vai comprar um apartamento em um prédio novo, pode descobrir que o

solo está contaminado?



É meio raro isso acontecer. A Cetesb realizou estudos e criou todo um

procedimento para verificar se há contaminação para os novos empreendimentos

imobiliários. Foi criado até um manual para isso. Mas é muito difícil

encontrar um empreendimento em que a construtora não tenha feito o estudo

que a legislação ambiental exige.


Publicado em Material Ambiental

7 de fev de 2011

LEVI´S e a sua Visão Com a Preocupação Ambiental ... Move yourself ... do iT

Cuidados para o nosso planeta: gerenciamento da água





Por mais de 155 anos, a Levi Strauss & Co. tem adotado uma abordagem de “lucros através de princípios” à maneira de fazer nossos negócios. Isso orienta a forma como tratamos nossos funcionários, garante a segurança daqueles que fazem os nossos produtos e dá retorno às comunidades onde operamos. Isso também direciona nosso comprometimento em cuidar do nosso planeta. Como companhia, estamos comprometidos em desenvolver sustentabilidade em tudo o que fazemos, para que o nosso crescimento eficaz ajude a restaurar o ambiente. Do cultivo de algodão à produção do tecido e acabamento de produto, nós dependemos de uma abundância de água para fabricar nossos produtos. Como parte do nosso comprometimento contínuo com a sustentabilidade ambiental, estamos batalhando por estratégias pioneiras para a proteção da água limpa como recurso natural, e focando na redução do nosso consumo geral de água – dos campos onde o algodão é cultivado às lavanderias terceirizadas, e mesmo quando nossos clientes levam o produto para casa. Nossos novos jeans Levi’s® Water < Less são apenas um aspecto de um comprometimento abrangente com a estratégia da água.



 Estabelecendo requisitos para a água limpa

Há muito tempo a Levi´s acredita  na importância do gerenciamento ambiental, escrevendo cláusulas ambientais em nossas inovadoras Diretrizes de Operação e Fornecimento Global em 1991. Em 1995, fomos a primeira companhia de vestuário global a implementar diretrizes rigorosas de qualidade da água – nossos Requisitos Globais de Efluentes (RGE) – para todas as nossas lavanderias e empresas de acabamento terceirizadas.

Esses requerimentos estabelecem níveis máximos de água residual contaminante para todos os nossos locais de fabricação e instalações de fornecedores no mundo todo. Nossas lavanderias e instalações para acabamento terceirizadas devem atender esses requisitos regulamentando sua água residual através de instalações internas de tratamento de esgoto ou descarte para instalações de tratamento de água autorizadas pelo governo ou públicas. Também solicitasse que os  fornecedores submetam regularmente amostras de água residual para análise laboratorial e que relatem os resultados semestralmente.

Em 2009, começou  a estender  Requisitos Globais de Efluentes ao próximo nível de tecelagens e fornecedores de materiais variados, que produzem tecido, fechos, botões e zíperes, fornecendo treinamento e orientação para garantir que nossos padrões para qualidade da água estão sendo aplicados até a cadeia de fornecimento.
NA VISÂO DA LEVI`S
Estender nossos requisitos a fornecedores secundários teve origem em nosso trabalho com o Negócios para a Responsabilidade Social (Business for Social Responsibility - BSR) e outros quatorze líderes da indústria de vestuário através do Grupo BSR de Água Sustentável (BSR Sustainable Water Group). Além do trabalho que fizemos com o BSR, nós também aderimos à Iniciativa de Fornecimento Responsável (Responsible Sourcing Initiative), conduzida pelo Conselho de Defesa do Recurso Nacional (National Resource Defense Council - NRDC). Até o momento, os resultados dessa iniciativa têm sido bastante encorajadores: observamos uma redução de 23% no uso anual de água – ou aproximadamente 112.000 toneladas de água – em uma fábrica piloto.



> Reduzindo nosso uso de água através do algodão sustentável

Em 2007, realizamos uma avaliação do ciclo de vida de um jeans Levi’s® 501® e um Dockers® Original Khakis. Do cultivo do algodão que eventualmente se torna um jeans até a reciclagem desses jeans, o impacto sobre o consumo de água é claro: Mais de 3.000 litros de água são utilizados durante o ciclo de vida de produto completo de um único jeans Levi’s® 501®.

Noventa e cinco por cento dos nossos produtos contém algodão e quase cinquenta por cento da água associada ao ciclo de vida dos nossos produtos é utilizada durante o cultivo e a produção. Em 2008, nós aderimos à Iniciativa para um Algodão Melhor (Better Cotton Initiative - BCI), uma parceria com várias partes interessadas que procura tornar a produção global de algodão melhor para as pessoas que o produzem, melhor para o ambiente onde ele é cultivado e melhor para o futuro do setor. A abordagem da BCI tem como foco a redução do impacto ambiental da produção de algodão enquanto traz benefícios sociais e econômicos de longo prazo aos agricultores, trabalhadores das fazendas, comunidades agrícolas. Até o momento, programas piloto no Brasil, Índia, Mali e Paquistão foram bem sucedidos, e os resultados para a conservação de água são promissores – fazendas participantes no Paquistão obtiveram uma redução de mais de 30 por cento no consumo de água.



> Cuidados para o nosso planeta

No outro extremo do ciclo de vida do nosso produto, 45% da água é utilizada após os consumidores levarem seus produtos para casa. Nós lançamos recentemente uma incrível nova parceria com a Goodwill – Uma Etiqueta de Cuidados para o Nosso Planeta – para espalhar aos consumidores que a maneira como eles cuidam de suas roupas pode ajudar a reduzir seu impacto nas mudanças climáticas. Além de alterar as etiquetas de cuidados em nossos produtos, estamos trabalhando na divulgação aos nossos consumidores promovendo nosso Compromisso da Etiqueta de Cuidados. Os consumidores que quiserem agir podem acessar o site da Etiqueta de Cuidados no www.levi.com/care e comprometer-se a lavar menos, lavar a frio, secar no varal e doar suas roupas ao Goodwill. Sabemos que se os consumidores lavarem seus jeans com menos frequência, poderemos reduzir significativamente a quantidade de água associada aos nossos produtos.


> Apoio através de liderança global

Estamos comprometidos a mobilizar toda a indústria de vestuário rumo a uma maior sustentabilidade, pois sabemos que não podemos fazer isso sozinhos. Nós reconhecemos a importância de trabalhar estreitamente com nossos concorrentes para compartilhar as melhores práticas no gerenciamento da água. Levi Strauss & Co. apóia orgulhosa e ativamente o Mandato de Água da ONU (UN Global Compact’s CEO Water Mandate). Nós aderimos ao CEO Water Mandate como um membro fundador em 2007 e participamos de seu Comitê de Direção, apoiando o trabalho de examinar a interface entre a água e a política pública, e o direito humano à água e ao saneamento. Originado de nossa participação no CEO Water Mandate, Levi Strauss & Co. juntou-se a outras companhias do Mandato em uma carta aos líderes do G-8 na véspera de sua reunião de cúpula no Japão, apelando às nações mais poderosas do mundo que trabalhem ativamente a questão da escassez e disponibilidade de água. Em 2007 e 2008, nós também intercedemos por um grande financiamento ao Ato da Água para o Pobre (Water for the Poor Act), um modelo de como os Estados Unidos financiam e apoiam o acesso à água limpa como um objetivo central da assistência estrangeira americana.

> Reciclagem de água e programas de reutilização inovadores nos fornecedores

Estamos desenvolvendo atualmente novas diretrizes e normas de Reciclagem Reutilização para as nossas empresas de acabamento terceirizadas. A água recuperada pode ser utilizada em nossas empresas de acabamento através de tratamento no local, reciclagem interna ou uso de água recuperada de uma empresa de tratamento próxima. Essa água recuperada pode ser utilizada para paisagismo local, sanitários e sistemas de ventilação e ar condicionado. Ao expandir nossos Requisitos Globais de Efluentes para incluir a reciclagem de água, constatamos que nossos fornecedores são nossos parceiros integrais no atendimento dos nossos esforços relacionados ao consumo de água. Nossos fornecedores demonstraram que eles não somente se preocupam mutuamente com a qualidade da água, mas também adotam programas de reciclagem e reutilização da água. Nós presenciamos em primeira mão o lançamento de um programa piloto de reciclagem de água bem sucedido em um de nossos fornecedores em Torreon, México (http://www.levistrauss.com/blogs/waste-not-want-not).



Para informação mais detalhada sobre o comprometimento da companhia na conservação de água, visite:

http://www.levistrauss.com/sustainability/planet/water

2 de fev de 2011

Skate Punk Vegetariano de primeira...

McRad pela primeira vez no Brasil...





Formada em 1982, o McRad é uma banda muito importante na história do skate. Trilha sonora de vídeos como Ban This, Propaganda e Public Domain, a banda segue a linha mais pura dentro do skate punk. Liderada pelo multi-instrumentista e skatista profissional Chuck Treece, a banda visita o Brasil pela primeira vez para 3 apresentações, em fevereiro de 2011.

Entre 1982 e 1990, como skatista profissional, Treece foi patrocinado por diversas marcas, incluindo a Santa Cruz, a Powell-Peralta e a Airwalk, chegando a sair na capa da revista Thrasher em maio de 1984. Como músico, também fez turnês tocando no Bad Brains e no Urge Overkill. Recentemente esteve no Brasil para participar de apresentações do projeto musical do também skatista Ray Barbee. A banda se apresenta nas cidades de Campinas, Lorena e São Paulo, contando com 2 músicos brasileiros na formação do grupo, o baterista Maurício Takara (Hurtmold) e o baixista Juninho (Ratos de Porão).



http://www.myspace.com/mcradband



Serviço:



Campinas/SP

25 de fevereiro

local: Mog

horário: 22h

banda de abertura: Drákula

R. Dr. Armando Sales de Oliveira, 377 - Pq. Taquaral



Lorena/SP

26 de fevereiro

local: Pig Pool

horário: 9h às 20h

banda de abertura: Dementadores



São Paulo/SP

27 de fevereiro

local: espaço +Soma

horário: 19h

banda de abertura: Futuro

Rua Fidalga, 98 - Vila Madalena - São Paulo