19 de nov de 2011

Wood Boards! A sustentabilidade das pranchas de madeira...


Foi-se o tempo em que a indústria do surf era prejudicial ao meio ambiente com a produção de pranchas, roupas, parafina etc. Alguns surfistas estão revendo o conceito e voltando  às origens do surf, usando a história e o conhecimento dos reis Polinésios a favor da sustentabilidade:

As Pranchas de madeira são a nova coqueluche. As pranchas podem ser feitas de madeira morta, (ou seja, zero desmatamento) e Bambu (fonte renovável).

Alguns modelos de pranchas são feitas de toras de Agave (planta original da restinga), ela possui os mesmos atrativos de uma prancha convencional: peso reduzido, performance e flexibilidade para conseguir boas manobras; além disso todos os resíduos utilizados em seu processo de produção são biodegradáveis entretanto, o processo é um pouco demorado, de trinta a sessenta dias. Mas o resultado final é incrível. E como o surf é um esporte onde seu praticante tem contato direto com a natureza, nada melhor que uma prancha retirada dela.
A empresa alemã, Kun_Tiqi também defende a prática de pranchas de surf ligada à natureza.
O Sufista e Desing  Danny Hess é referência mundial em fabricar pranchas de surf. Apesar de sua fama vir dos modelos feitos de madeira, ele ainda quer ir mais longe e tenta há algum tempo a prancha sustentável. A invenção da prancha de surf sustentável substitui o poliuretano por bambu, o qual é biodegradável..
Como os adeptos do esporte sabem, as pranchas feitas nos dias de hoje comprometem a relação de sustentabilidade com o surf. Isto porque os materiais usados em suas fabricações, tais como resina, poliuretano e fibra de vidro, não apenas prejudicam a natureza como demoram muito para se decompor.
De acordo com Hess, é possível sim minimizar os impactos ao meio ambiente, sem prejudicar o desempenho do surfista. Não a toa, o norte-americano usa resina com 70% de sua base de pinheiros seiva na prancha oca, que sela os trilhos e a pele à vácuo, o que faz a mesma, ser menos agressiva ao meio ambiente.
O primeiro passo a ser tomado é usar uma espuma de base biológica, ainda não testada, para substituir o EPS. Em seguida é preciso tirar a espuma e a resina. Parece difícil, mas o californiano acredita ser possível esta idéia.
O problema seria apenas o peso. Levando em consideração as pranchinhas atuais com média de 3,5 quilos, a prancha de madeira sem casca chegaria a 5 quilos.
Além do norte-americano, outros também buscam reduzir os impactos negativos que as pranchas causam à natureza, como alguns brasileiros que já desenvolvem pranchas sustentáveis.
Assista o vídeo feito pela TV do vale do Paraiba e entenda um pouco mais sobre este processo e como os brasileiros estão atuando neste cenário sustentável ...


Aloha!!!
Por :Rogério Nogueira"Sammy"

7 de nov de 2011

Novo Código Florestal deve seguir para Plenário dia 22


Novo Código Florestal deve seguir para Plenário dia 22
O relatório do senador Jorge Viana (PT-AC) sobre o projeto de reforma do Código Florestal deve ser votado no próximo dia 22 na Comissão de Meio Ambiente (CMA), seguindo então para decisão final em Plenário. A previsão é do presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSD-DF), que marcou a data depois de entendimentos com Jorge Viana.

O projeto (PLC 30/2011) tramita neste momento nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), onde é relatado pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC). A votação do relatório do senador catarinense está marcada para a próxima terça-feira (8), quando então a matéria seguirá para a CMA, última comissão antes do Plenário.

Conforme Rollemberg, Jorge Viana apresentará seu voto na CMA no dia 16, quando deve ser concedida vista coletiva e marcada a votação do texto para a semana seguinte, no dia 22. Assim como ocorreu nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Agricultura, também na CMA deverá ser feito acordo para que, após a leitura do relatório, emendas ao texto sejam feitas por destaque, o que regimentalmente evita novo pedido de vista.

Ajustes

Rollemberg acredita que os entendimentos em torno do novo código estão praticamente concluídos, havendo espaço para poucas mudanças. Ele vê a possibilidade de alterações nas regras para as cidades e a inclusão de capítulo específico de proteção da agricultura familiar. O senador também aponta outros possíveis ajustes, como a inclusão de norma para a recuperação de Área de Preservação Permanente (APP) em rios acima de dez metros de largura.

O relatório de Luiz Henrique já prevê que, para rios com até essa largura, seja obrigatória a recomposição de apenas 15 metros de mata ciliar, e não 30 metros, que é a norma para APPs ripárias em rios com até dez metros de largura. Mas o texto é omisso quanto às regras de recomposição de matas nas margens de rios mais largos.

Audiências

Para subsidiar os senadores da CMA na votação da matéria, a comissão realizará três audiências públicas na próxima semana. Na quarta-feira (9), serão discutidas questões relativas às cidades; na quinta-feira (10), os senadores ouvem representantes dos comitês de bacias; e na sexta-feira (11), discutem a proteção das florestas.

Também visando ampliar o conhecimento sobre o assunto, será realizada uma visita ao Mato Grosso, quando os parlamentares conhecerão locais onde foram realizadas experiências bem sucedidas de recuperação de áreas de preservação.

Após a votação em Plenário, o projeto voltará para a Câmara dos Deputados, para exame das mudanças feitas pelos senadores. Os relatores Luiz Henrique e Jorge Viana trabalham para que as alterações contidas em seus votos sejam negociadas também na Câmara, para evitar a rejeição do texto. No mesmo sentido, o governo tem participado dos entendimentos, para que a Presidência da República não venha a vetar partes do projeto.

Por conta desses entendimentos, por exemplo, Luiz Henrique não acatou emendas para incluir na nova lei florestal incentivos econômicos para recuperação e manutenção de áreas florestadas. Como as fontes para o pagamento por serviços ambientais devem incluir recursos orçamentários, o governo quer tratar a questão em lei específica, a ser enviada ao Congresso.

Iara Guimarães Altafin / Agência Senado